Índia

Inflação ao consumidor na Índia sobe a 4,45% com pressão de alimentos e combustíveis

A inflação de julho se afastou da meta de 4% do banco central, com alta de 5,52% nos alimentos, embora o RBI ainda veja pouca disseminação das pressões pela economia.

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A inflação provisória ao consumidor na Índia subiu para 4,45% em julho de 2026, ante 4,38% em junho. A leitura anual do Índice de Preços ao Consumidor de toda a Índia, com 2024 como ano-base, ficou pelo segundo mês acima da meta de 4% do Banco da Reserva, embora dentro da faixa permitida de 2% a 6%.

O avanço dos preços foi desigual no país. A inflação rural chegou a 4,84%, em comparação com 3,96% nas áreas urbanas. A diferença mostra que famílias fora das principais cidades enfrentaram uma elevação geral mais forte do custo de vida durante o mês.

Os alimentos foram a fonte mais clara de pressão. O Índice de Preços ao Consumidor de Alimentos subiu provisoriamente 5,52% em relação ao ano anterior. A inflação alimentar rural foi maior, de 5,79%, enquanto a taxa urbana correspondente ficou em 5,05%.

Os custos de habitação avançaram mais lentamente que o índice geral. A inflação anual do segmento foi estimada em 2,22%, dividida entre 2,80% nas áreas rurais e 2,01% nas cidades. Esses números impediram que a moradia se tornasse o principal motor da alta de julho.

No início de agosto, o Banco da Reserva manteve os juros de política monetária, reduziu a projeção de inflação para o ano e elevou a estimativa de crescimento econômico. O presidente Sanjay Malhotra disse que a inflação do primeiro trimestre ficou ligeiramente abaixo da previsão porque o repasse dos custos aos consumidores foi limitado.

O Comitê de Política Monetária espera que a inflação geral suba mais no curto prazo e atinja um pico no terceiro trimestre do exercício 2026-27, puxada principalmente por alimentos e combustíveis, antes de moderar. Até agora, vê pouca generalização do choque, e a inflação subjacente sem metais preciosos continua relativamente contida.

A perspectiva permanece exposta a riscos climáticos e energéticos. O El Niño pode alterar a distribuição temporal e geográfica das chuvas, embora a gestão ativa da oferta e estoques adequados de grãos ofereçam proteção. A volatilidade do petróleo mundial amplia a incerteza, e o banco central alertou que altas persistentes de alimentos, combustíveis e insumos podem gerar efeitos secundários mais amplos.

O RBI projeta inflação média de 5,0% em 2026-27, com leituras de 4,7% no segundo trimestre, 5,9% no terceiro e 5,5% no quarto. Espera 5,3% no primeiro trimestre de 2027-28 e inflação subjacente de 4,3% no atual exercício, com riscos avaliados como equilibrados.