Oceania

Luxon convoca parlamentares do Partido Nacional diante da pressão sobre sua liderança

O primeiro-ministro da Nova Zelândia convocou uma reunião urgente da bancada a menos de três meses da eleição geral, enquanto fraqueza econômica, erros públicos e conversas internas reavivam a possibilidade de mudança na liderança.

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O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, convocou parlamentares do Partido Nacional para uma reunião presencial urgente enquanto aumentam as especulações sobre sua liderança a menos de três meses da eleição geral. A bancada deve se reunir em Wellington às 9h30 de 12 de agosto para tratar diretamente da questão.

Luxon reconheceu que a cobertura da imprensa e as conversas políticas ampliaram as dúvidas sobre sua posição. A reunião ocorre após relatos de que parlamentares nacionais fizeram ligações para discutir uma possível mudança de liderança, transformando a inquietação privada em um teste imediato sobre se ele ainda controla o partido no Parlamento.

A pressão cresceu após uma série de erros públicos. Luxon disse em entrevista ao vivo no rádio que estava aberto a um referendo sobre o sistema eleitoral da Nova Zelândia sem consultar primeiro os colegas de partido e depois se desculpou por afirmar diante de empresários de Rotorua que as empresas deveriam agir como adultas em vez de buscar ajuda do governo.

Luxon é primeiro-ministro desde o fim de 2023, quando o Partido Nacional formou uma coalizão com o New Zealand First e o ACT. Qualquer mudança interna, portanto, iria além da administração partidária: substituí-lo como líder nacional também o retiraria do governo e obrigaria a coalizão a reorganizar sua liderança antes da campanha.

As condições econômicas enfraqueceram a posição política do Partido Nacional. O desemprego chegou a 5,6% no trimestre de junho, o maior nível em quase 11 anos, enquanto a inflação anual ficou em 4,1%, acima da faixa de 1% a 3% estabelecida pelo Banco da Reserva da Nova Zelândia.

A maioria das pesquisas coloca o Partido Nacional ligeiramente atrás do Partido Trabalhista de centro-esquerda, embora o sistema eleitoral proporcional mantenha aberta a disputa de 7 de novembro. Um levantamento recente deu a Luxon 23,2% como primeiro-ministro preferido, à frente do líder trabalhista Chris Hipkins, com 19,8%, indicando que a preocupação com o partido não se converte diretamente em um déficit pessoal de liderança.

Luxon sobreviveu em abril a um voto de confiança a portas fechadas após uma rodada anterior de especulações sobre sua saída. O partido não divulgou o resultado, deixando a nova reunião retomar uma questão que foi contida, mas não resolvida publicamente, à medida que a eleição se aproxima.

Os parlamentares nacionais Chris Bishop e Erica Stanford são apontados no debate político doméstico como possíveis sucessores. Um partido governista não substitui um primeiro-ministro neozelandês em exercício entre eleições desde 1997, de modo que qualquer desafio combinaria uma transição constitucional incomum com o risco imediato de desestabilizar a coalizão antes da votação.