O lucro operacional da BMW caiu 37,4% em um ano, para 3,64 bilhões de euros, no primeiro semestre de 2026. O lucro líquido recuou 28,5%, para 2,87 bilhões de euros, marcando deterioração ampla nos resultados da fabricante alemã de carros premium.
As entregas de veículos diminuíram 4,2%, para 1,16 milhão de unidades em seis meses. A empresa espera agora que o volume anual fique ligeiramente abaixo de 2025, prolongando a pressão comercial em sua projeção.
As tarifas retiraram 1,25 ponto percentual da margem automotiva antes de juros e impostos no segundo trimestre. O indicador caiu de 5,4% para 2,3%, mostrando que custos comerciais explicam parte significativa da contração.
O presidente-executivo Milan Nedeljkovic citou tarifas elevadas, barreiras comerciais, regras europeias mais rígidas e a continuidade do conflito no Oriente Médio. As pressões combinam custos de acesso a mercados com incerteza operacional e geopolítica.
A BMW eliminará cerca de 8 mil vagas no mundo entre outubro de 2026 e o fim de 2027. Mais da metade dos cortes deve ocorrer na Alemanha, com foco parcial em funções não produtivas e objetivo de simplificar a organização.
A empresa tinha aproximadamente 154.500 funcionários no fim de 2025, mais de 80 mil na Alemanha. A direção chegou a um acordo com representantes dos trabalhadores, criando uma estrutura negociada para o programa em sua maior base de emprego.
Os cortes integram um esforço de eficiência para proteger a competitividade diante do aperto regulatório e comercial. A BMW terá de reduzir custos sem enfraquecer a produção, estabilizar entregas e recuperar as margens perdidas no primeiro semestre.



