A polícia indiana deteve várias pessoas em Nova Délhi no segundo dia de manifestações apoiadas pelo Cockroach Janta Party, liderado pela geração Z, e por grupos opositores. O protesto contestou mudanças no cadastro eleitoral e exigiu a renúncia do chefe da comissão, Gyanesh Kumar.
Cerca de cem manifestantes removeram barreiras e gritaram palavras de ordem acusando as autoridades de roubar votos antes de agentes levarem alguns em ônibus. Uma testemunha da Reuters identificou o parlamentar Kapil Sibal, a líder Neha Bora e os ativistas Prashant Bhushan e Yogendra Yadav.
A mobilização integra uma série mais ampla de protestos juvenis que colocou pressão incomum sobre Narendra Modi após doze anos no poder. Organizadores dizem que a verificação beneficia o partido governista ao excluir cidadãos aptos, acusação rejeitada pelas autoridades.
Bora afirmou que funcionários primeiro retiraram pessoas das listas e agora impediam críticas públicas. A polícia não informou quantos foram detidos nem suas identidades, enquanto Kumar não comentou os pedidos para deixar o cargo.
As restrições já estavam em vigor depois que policiais impediram uma reunião na sexta-feira e levaram participantes em ônibus. Estações de metrô continuaram fechadas. Muitos foram libertados, mas alguns responderam por violar ordens que proibiam grandes aglomerações na capital.
No centro da disputa está um programa nacional de verificação lançado no ano passado. Críticos sustentam que milhões de cidadãos aptos desapareceram das listas, gerando dúvidas sobre acesso ao voto e neutralidade de uma instituição historicamente considerada confiável.
A Comissão Eleitoral afirma que a revisão remove duplicidades e nomes de mortos ou inelegíveis. Na sexta-feira, determinou o registro de novos eleitores e a reinclusão dos omitidos, apresentando o processo como correção administrativa, e não exclusão partidária.
O confronto mistura uma discussão técnica sobre dados eleitorais e uma disputa maior pela legitimidade democrática. Manifestantes testam limites à reunião e cobram responsabilidade, enquanto autoridades invocam a ordem pública. A correção transparente das omissões definirá a confiança antes das próximas eleições.



