Estados Unidos

Canadá rejeita exigências comerciais dos EUA e prepara retaliação equivalente

Ottawa deixou as negociações diante de exigências consideradas incompatíveis com sua soberania, enquanto tarifas de 50% atingem cerca de US$ 20 bilhões.

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O Canadá encerrou as negociações comerciais após rejeitar exigências americanas consideradas incompatíveis com a soberania nacional. Washington então impôs tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses.

O primeiro-ministro Mark Carney anunciou contramedidas equivalentes a partir de 8 de setembro. As propostas dos EUA buscavam limitar acordos comerciais canadenses, levando o premier da Colúmbia Britânica, David Eby, a compará-las a uma absorção econômica como 51º estado.

Quase três quartos das exportações canadenses vão para os Estados Unidos, cuja economia é cerca de dez vezes maior. A retaliação pode elevar custos e reduzir opções, mas Ottawa considera mais alto o preço duradouro de aceitar coerção.

O representante comercial Jamieson Greer contestou a versão canadense da ruptura e disse que outras medidas continuam possíveis. Carney pediu que potências médias cooperem contra a coerção diante de repetidas afirmações da Casa Branca sobre a dependência do Canadá.

O confronto alimentou revolta pública, campanhas de compra nacional e vaias ao hino americano em eventos esportivos. Líderes provinciais pressionam Ottawa a defender o acesso ao mercado e auxiliar setores e trabalhadores expostos.