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Estratégia brasileira de terras raras avança para o desenho de políticas

Um relatório final preparado para apoiar a Estratégia Nacional de Terras Raras do Brasil coloca a agenda mineral do país na disputa por cadeias de maior valor agregado.

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A política brasileira de terras raras avança do diagnóstico para uma estratégia de Estado. Um relatório final preparado para apoiar a Estratégia Nacional de Terras Raras foi concebido para auxiliar o Ministério de Minas e Energia na tomada de decisões federais.

O estudo foi desenvolvido por um consórcio liderado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais com a Vallya e especialistas no tema, com apoio jurídico e financiamento ligado a um projeto sobre mineração para a transição energética.

A questão central não é apenas a existência de potencial mineral. As terras raras importam porque seu valor é criado em cadeias complexas que incluem exploração, extração, processamento, tecnologia, usuários industriais e demanda geopolítica.

O objetivo declarado do relatório é oferecer uma avaliação abrangente e recomendações para que o Brasil fortaleça sua posição em cadeias globais que capturam mais valor do que a simples exportação de matérias-primas.

Para os formuladores de política, o desafio é converter relevância geológica em capacidade industrial. Isso exige regras estáveis, coordenação entre atores federais e uma estratégia que trate as terras raras como parte da transição energética, não apenas como mais um arquivo mineral.