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Lula defende o Pix enquanto Brasil busca diálogo com Trump sobre tarifas americanas

Luiz Inácio Lula da Silva vinculou a defesa do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos à rejeição de tarifas americanas de até 25% e buscou uma reunião com Donald Trump durante as sessões da ONU.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o sistema de pagamentos instantâneos Pix ao responder a tarifas americanas de até 25% sobre exportações brasileiras. Em evento político em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, vinculou a pressão comercial à defesa de uma plataforma financeira nacional.

Lula afirmou que o Brasil buscará reverter as tarifas por meio de contato político e diplomático direto. A delegação brasileira planejou usar as sessões de setembro das Nações Unidas em Nova York para pedir a anulação das penalidades impostas pelo governo Trump a linhas específicas de exportação.

O presidente também anunciou que tentará organizar uma reunião bilateral com Donald Trump durante o encontro da ONU. O objetivo continuava sendo uma conversa planejada, não um compromisso confirmado, destinada a encontrar um caminho para desativar as tarifas contestadas.

Lula defendeu o valor técnico do Pix convidando Trump a usar o sistema e comprovar sua rapidez. O argumento respondeu às objeções formuladas em Washington e apresentou o Pix como instrumento nacional eficiente, não como justificativa para penalidades comerciais.

O Banco Central do Brasil implementou o Pix em novembro de 2020 para processar transferências e pagamentos continuamente, 24 horas por dia e sete dias por semana. A plataforma passou a concentrar o maior volume de operações bancárias e tornou-se o principal meio de pagamento da economia interna.

A controvérsia combina duas questões que Brasília considera conectadas: o acesso das exportações e o controle da infraestrutura financeira doméstica. A defesa do Pix inseriu a autonomia tecnológica e monetária na mesma resposta política que rejeita as tarifas dos Estados Unidos.

O governo brasileiro rejeitou formalmente as medidas tarifárias e sustentou que controvérsias comerciais bilaterais devem ser tratadas por negociação técnica e diálogo direto. Também recusou interferências externas nas decisões de política econômica interna e no funcionamento do sistema nacional de pagamentos.

A diplomacia prevista na ONU testará se a reunião buscada por Lula pode separar as objeções de Washington ao Pix da disputa tarifária. Até um acordo, o Brasil combina a defesa de sua arquitetura de pagamentos com o esforço para reabrir os canais de exportação afetados.