O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sugerir uma nova rodada de tarifas contra o Brasil enquanto as negociações entre os dois países continuam em andamento.
Ao falar após o encerramento da cúpula do G7 em Évian, na França, Lula classificou a iniciativa de Trump como desrespeitosa com o Brasil. Ele argumentou que a ameaça tarifária surgiu quando os dois governos já trabalhavam para alcançar um acordo.
Lula afirmou que não pediu uma reunião bilateral com Trump durante a cúpula porque o processo de negociação ainda não havia terminado. Em sua avaliação, um encontro presidencial separado não era necessário enquanto representantes dos dois países continuavam tentando chegar a um entendimento.
O presidente brasileiro, no entanto, deixou aberta a possibilidade de retomar o contato direto. Disse que, se as conversas terminarem sem acordo, estaria disposto a telefonar para Trump e marcar uma nova conversa.
Lula apresentou a negociação como parte central de sua experiência política e afirmou ter dedicado grande parte de sua vida pública a tratar com interlocutores poderosos. Suas declarações combinaram uma rejeição firme à ameaça tarifária com a disposição de manter o diálogo.
O episódio evidencia a tensão em torno das atuais negociações entre Brasil e Estados Unidos. A posição de Lula é que a pressão política não deve substituir as conversas em curso, embora ele não tenha descartado uma intervenção presidencial direta caso o canal existente fracasse.



