O ministro-sombra da Agricultura, Pesca e Florestas da Austrália, Darren Chester, acusou a emissora nacional de apresentar uma visão unilateral da indústria de madeira nativa do país.
Chester afirmou que uma recente investigação televisiva priorizou o ativismo ambiental sem incluir cientistas florestais ou representantes do setor favoráveis à continuidade da produção de madeira nativa sob condições reguladas.
Ele argumentou que o programa ignorou a importância econômica da atividade florestal para as comunidades regionais, incluindo empregos, capacidade industrial e a disponibilidade de pessoal qualificado e equipamentos durante grandes incêndios florestais.
Chester também relacionou o debate às políticas federais e estaduais. Segundo ele, as restrições à exploração de florestas nativas em Victoria, Austrália Ocidental e Nova Gales do Sul, juntamente com mudanças propostas na legislação ambiental nacional, aumentarão a dependência de madeira importada.
Richard Hyett, diretor-executivo interino da Associação Australiana de Produtos Florestais, também criticou o programa. Ele afirmou que a reportagem não refletiu os argumentos científicos, ambientais e econômicos da indústria e deu pouca atenção aos produtos renováveis e ao emprego regional.
Chester disse que a Austrália já registra déficit comercial em produtos de madeira e alertou que novas reduções da produção doméstica podem aprofundar a dependência de fornecedores como Brasil e Indonésia.
A controvérsia reflete um debate nacional mais amplo sobre como equilibrar proteção da biodiversidade, manejo florestal, empregos regionais e demanda por materiais de construção produzidos no país.



