Ásia

Bangladesh entra em alerta máximo antes do aniversário da Liga Awami

Bangladesh emitiu um alerta nacional de segurança antes do aniversário de fundação da Liga Awami, em 23 de junho, com autoridades advertindo sobre possíveis distúrbios, sabotagens e confrontos envolvendo apoiadores do partido proibido.

Bangladesh colocou suas forças de segurança em alerta nacional antes do aniversário de fundação da Liga Awami, em 23 de junho, advertindo que apoiadores do partido proibido poderiam tentar provocar distúrbios.

O ministro do Interior, Salahuddin Ahmed, afirmou que os órgãos de segurança receberam informações de inteligência sobre possíveis tentativas de criar instabilidade em torno da data. A polícia e outras forças foram instruídas a manter vigilância máxima e impedir sabotagens, desordem pública ou perturbações mais amplas.

Uma diretriz interna da polícia alertou que ativistas poderiam tentar marcar o aniversário com bandeiras, faixas e procissões. As autoridades disseram que essas ações poderiam provocar confrontos com grupos rivais, principalmente apoiadores do Partido Nacional Cidadão, liderado por figuras do movimento estudantil.

A administração interina de Muhammad Yunus deixou de reconhecer a Liga Awami como partido político e passou a descrevê-la como organização criminosa. A legenda foi dissolvida e impedida de disputar eleições após a queda do governo de Sheikh Hasina durante a revolta estudantil de agosto de 2024.

O Partido Nacionalista de Bangladesh venceu depois as eleições de fevereiro, e Tarique Rahman tornou-se primeiro-ministro. A transição política retirou a Liga Awami da competição eleitoral formal, mas não eliminou suas redes organizacionais nem sua base de apoiadores.

A Polícia Metropolitana de Daca afirmou que não havia ameaça específica contra a capital, embora tenha confirmado que as unidades continuavam em alerta máximo. Mais de 100 líderes e ativistas da Liga Awami teriam sido presos recentemente em Daca, Chattogram e outras áreas.

O aniversário testará a capacidade do governo de impedir que ações políticas isoladas evoluam para violência mais ampla. Também mostrará se o partido proibido conserva capacidade de mobilização pública apesar das prisões, da exclusão eleitoral e da pressão contínua das autoridades.