O líder norte-coreano Kim Jong-un usou um discurso ao Partido dos Trabalhadores para condenar a conduta internacional dos Estados Unidos e reafirmar a posição de política externa de Pyongyang.
Kim afirmou que guerras, derramamento de sangue e instabilidade política e econômica se tornaram cada vez mais comuns devido à ambição geopolítica e ao abuso de poder por parte dos Estados dominantes.
Ele disse que o confronto entre as forças que buscam independência e aquelas que perseguem a dominação está se tornando mais intenso, apresentando o ambiente internacional atual como marcado por uma divisão geopolítica crescente.
Kim acusou Washington de agir de forma indiscriminada e autoritária e afirmou que suas políticas agravaram a violência na Europa e no Oriente Médio. Também disse que os Estados Unidos ignoram o direito internacional.
O líder norte-coreano estendeu suas críticas ao Japão, afirmando que Tóquio aproveita o contexto internacional para remover restrições ao seu desenvolvimento militar e se transformar no que classificou como um Estado preparado para a guerra.
Kim reuniu a ideia de America First, o sionismo, o neonazismo ucraniano e o militarismo japonês no que descreveu como um ressurgimento moderno do nacionalismo extremo.
Suas declarações retrataram a ordem mundial atual como cada vez mais instável e estabeleceram uma comparação histórica com o período anterior às grandes guerras do século XX, quando a rivalidade entre potências e políticas estatais agressivas contribuíram para um conflito internacional mais amplo.




