A Argentina concluiu a concessão da Hidrovia Paraná-Paraguai ao consórcio formado pela empresa belga de dragagem Jan De Nul e pela argentina Servimagnus. O grupo operará durante 25 anos o principal corredor fluvial do país.
Cerca de 80% do comércio exterior argentino passa por essa via, o que torna a decisão central para a logística de exportação. A concessão foi formalizada por uma resolução da Agência Nacional de Portos e Navegação após a conclusão das etapas técnicas e administrativas da licitação.
A assinatura do contrato está prevista para os próximos 30 dias. O governo estima que a nova concessão reduzirá os custos logísticos em 13,5% e melhorará as condições de operação ao longo do corredor.
A concessão inclui os trabalhos de dragagem e sinalização entre o quilômetro 1.238 do rio Paraná, na área de Confluencia, e o canal de Punta Indio, na província de Buenos Aires, onde o sistema fluvial se conecta ao oceano Atlântico.
As obras previstas buscam permitir que navios de grande porte deixem os portos argentinos com cargas maiores. O novo modelo operacional também incorporará tecnologia para controlar o tráfego fluvial e reforçará a vigilância contra o narcotráfico.
O governo afirmou que a proposta da Jan De Nul-Servimagnus foi a melhor entre as apresentadas e que o processo não recebeu contestações válidas. A empresa belga DEME e a brasileira DTA Engenharia foram excluídas após a rejeição de suas propostas e recursos administrativos.
A licitação também contou com participação técnica da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, no âmbito de um memorando destinado a acompanhar a supervisão de diferentes etapas e promover padrões de transparência.
A concessão foi recebida favoravelmente por setores empresariais e governos provinciais ligados à atividade portuária. Sua implementação dependerá agora da assinatura do contrato e da capacidade do consórcio de entregar as reduções de custos, melhorias de infraestrutura e avanços operacionais anunciados.
