O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, usou uma reunião do Conselho Intergovernamental Eurasiático para vincular a nova geografia de transportes do país à continuidade de seu papel na União Econômica Eurasiática. Em participação por vídeo no encontro de Minsk, reafirmou o interesse da Armênia em cooperação mutuamente benéfica dentro do bloco.
Pashinyan disse que a iniciativa Encruzilhada da Paz e a Rota Trump para Paz e Prosperidade Internacional, conhecida como TRIPP, podem dar à Armênia acesso ferroviário direto ao Azerbaijão. Os projetos integram um esforço mais amplo para reabrir infraestrutura após o processo de paz entre os dois vizinhos do sul do Cáucaso.
As conexões propostas integrariam a Armênia mais plenamente às redes ferroviárias internacionais, em vez de atender apenas uma rota bilateral. Segundo Pashinyan, a nova configuração poderia criar ligações com Azerbaijão, Geórgia e Irã e apoiar um corredor de transporte entre o golfo Pérsico e o mar Negro.
Para a Armênia, o teste prático será saber se as linhas reabertas melhoram a eficiência e o alcance comercial do sistema ferroviário existente. Anos de fronteiras fechadas e rotas interrompidas limitaram a circulação regional, por isso implementação, regras operacionais e acesso confiável serão tão importantes quanto os anúncios políticos.
O primeiro-ministro também retomou a promessa central da UEE: a livre circulação de bens, serviços, capital e trabalho em um mercado único. Ele argumentou que esse marco continua sendo a base da integração e deve oferecer condições previsíveis para empresas e cidadãos de todos os Estados-membros.
A segurança alimentar recebeu atenção especial. Pashinyan pediu mercados internos estáveis e fornecimento agrícola e alimentar confiável, apoiado por previsões conjuntas e balanços de oferta e demanda. Essa coordenação ajudaria os governos a antecipar escassez e reduzir oscilações prejudiciais dentro da união.
A mensagem também trouxe críticas. Pashinyan afirmou que não houve avanço significativo na retirada de restrições e barreiras administrativas desde a reunião anterior em Cholpon-Ata. Os obstáculos que afetam exportações e trânsito armênios, alertou, continuam prejudicando o funcionamento do mercado comum prometido.
A Armênia apresentou, portanto, conectividade e aplicação das regras como partes da mesma agenda. Novos corredores ferroviários podem ampliar suas opções, mas seu valor dependerá de acesso transparente e menos barreiras internas. Pashinyan pediu diálogo construtivo para tornar os fluxos comerciais mais estáveis e compatíveis com a legislação da UEE.



