O chanceler armênio Ararat Mirzoyan disse que interesses econômicos comuns podem garantir a paz com Azerbaijão de forma mais prática que documentos. Conectividade e comércio elevariam o custo de novo confronto.
Ele falou no debate parlamentar sobre ratificar marco estratégico Armênia-EUA ligado à iniciativa TRIPP. O governo o apresenta como projeto econômico e abertura geopolítica.
Uma ferrovia norte-sul restaurada ligaria melhor a Armênia aos mercados, enquanto comércio com Azerbaijão criaria interesses recíprocos. Yerevan também espera alcançar terceiros países por território azerbaijano.
As rotas poderiam encurtar cargas com a China e fortalecer trânsito leste-oeste no Cáucaso. Seu valor depende de fronteiras confiáveis, infraestrutura e regras estáveis.
Mirzoyan disse que a maior parte do investimento caberia a parceiros americanos. Ainda são necessários contratos, financiamento e clareza de propriedade e operação.
Ele rejeitou benefício apenas ao Azerbaijão. A Armênia ganharia acesso ferroviário recíproco e influência em rotas desejadas por outros Estados.
O ministro reconheceu que documentos não evitam guerras. A paz dura quando empresas, trabalhadores e governos têm ligações reais a perder com fronteiras fechadas.
A estratégia promete e expõe. A interdependência só reforça reconciliação se soberania, segurança, alfândega e resolução de disputas forem claramente protegidas.



