A embaixada da China em Wellington rejeitou a mais recente avaliação de segurança nacional da Nova Zelândia, afirmando que ela continha várias acusações falsas. A resposta veio após a publicação do quarto relatório sobre o Ambiente de Ameaças à Segurança pelo Serviço de Inteligência de Segurança neozelandês.
A avaliação do NZSIS identifica a China como o único Estado que pratica espionagem em escala na Nova Zelândia. Também a descreve como o país mais ativo entre vários envolvidos em interferência estrangeira, colocando Pequim no centro do alerta da agência sobre ameaças à segurança nacional.
A embaixada disse que as conclusões classificavam intercâmbios e cooperação comuns como espionagem ou interferência, ou haviam sido inventadas sem base factual. A contestação negou tanto a dimensão da atividade de inteligência atribuída à China quanto o enquadramento das relações bilaterais como ameaça de segurança.
Pequim enfatizou, em vez disso, os benefícios mútuos no comércio, turismo, educação internacional e intercâmbio entre pessoas. A embaixada elogiou o papel da comunidade chinesa na Nova Zelândia e disse que a isenção unilateral de visto incentivou mais visitas de neozelandeses, fortalecendo a boa vontade e o apoio à relação.
A declaração chinesa também questionou o momento da divulgação. Alegou que a avaliação fazia parte de uma nova campanha internacional para atacar e difamar a China, e sugeriu que o próprio documento poderia ser produto de interferência estrangeira.
A embaixada acusou forças contrárias à China de tentar separar as duas sociedades, criar um efeito intimidatório, enfraquecer a confiança pública e bloquear a cooperação bilateral. Advertiu que servir como instrumento dessas forças seria contraproducente e argumentou que fabricar distrações externas não resolveria os problemas internos da Nova Zelândia.
Apesar do confronto, a embaixada declarou que a China valoriza sua relação com a Nova Zelândia e continua disposta a ampliar intercâmbios e cooperação prática. A disputa deixa frente a frente o julgamento da inteligência neozelandesa e a negativa categórica de Pequim, enquanto a suspeita de segurança colide com uma relação que os dois governos também descrevem em termos econômicos e sociais.



