Ásia

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul buscam ampliar alcance nuclear energético no Indo-Pacífico

Washington, Tóquio e Seul assinaram um acordo trilateral de cooperação em energia nuclear voltado a acelerar a implantação de pequenos reatores modulares, fortalecer a segurança energética e aprofundar a coordenação industrial no Indo-Pacífico.

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Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul formalizaram um acordo trilateral de energia nuclear destinado a acelerar a adoção de pequenos reatores modulares no Indo-Pacífico. O entendimento coloca a tecnologia nuclear civil no centro de um esforço mais amplo para reforçar a segurança energética, a cooperação industrial e a influência estratégica em uma região onde a demanda por eletricidade confiável continua crescendo.

O memorando foi assinado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pelo ministro das Relações Exteriores do Japão, Motegi Toshimitsu, e pelo ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, à margem da cúpula da OTAN em Ancara. O marco pretende ajudar países parceiros a avaliar, licenciar e implantar pequenos reatores modulares, aproveitando as capacidades nucleares civis consolidadas dos três países.

Os pequenos reatores modulares, frequentemente chamados de SMR, são projetados para ser menores e mais padronizados do que as usinas nucleares convencionais. Sua estrutura modular busca permitir produção em série, transporte mais simples e instalação em locais onde uma infraestrutura nuclear de grande escala pode ser difícil de construir. Defensores da tecnologia argumentam que ela pode reduzir riscos de projeto, encurtar prazos de implantação e oferecer energia estável de baixo carbono.

O acordo também procura alinhar práticas regulatórias, fortalecer cadeias de suprimento, estimular investimento privado e manter altos padrões de segurança e não proliferação. Para Washington, Tóquio e Seul, a iniciativa não é apenas um projeto energético, mas também uma forma de posicionar suas empresas e sistemas técnicos como opções preferenciais para governos que avaliam a próxima geração de energia nuclear.

Os Estados Unidos planejam uma contribuição inicial superior a 10 milhões de dólares por meio do programa FIRST, que oferece assistência técnica e treinamento especializado a países interessados na tecnologia SMR. O plano também inclui a criação de um centro regional de capacitação para preparar profissionais locais para operar, regular e manter sistemas nucleares avançados.

Em paralelo, GE Vernova, Hitachi, Samsung C&T e SGE anunciaram um esforço para promover o reator modular avançado BWRX-300 na Europa. Essa frente comercial ressalta a dimensão industrial da cooperação trilateral, conectando a coordenação diplomática no Indo-Pacífico a uma disputa mais ampla para moldar mercados nucleares emergentes.

O anúncio ocorre em meio a maior atenção aos desenvolvimentos militares e tecnológicos na Ásia, incluindo preocupações expressas por Washington sobre a expansão nuclear e a atividade de mísseis da China. Nesse contexto, o marco trilateral apresenta a cooperação nuclear civil como parte de um esforço mais amplo para oferecer a países parceiros opções energéticas confiáveis sob rigorosos padrões internacionais de segurança.