Autoridades americanas alertaram governos do Oriente Médio e aliados regionais para a possibilidade de nova ação militar contra o Irã depois das eleições de 3 de novembro. Diplomatas informados sobre as mensagens ressaltam que Donald Trump ainda não tomou decisão final.
Os alertas incluem outro perigo: retaliação iraniana e de grupos aliados contra países vistos como apoiadores de Washington. Governos foram orientados a proteger instalações de energia e infraestrutura crítica, pois uma operação limitada poderia desencadear conflito regional mais longo.
As comunicações indicam que uma campanha americana poderia durar dias, mas a resposta prolongaria a guerra. Os Emirados Árabes Unidos pediram publicamente moderação e soluções políticas, enquanto Teerã afirma que ainda dá uma chance à diplomacia.
O Irã quer que mediadores retomem partes de uma proposta apresentada no mês passado e rejeitada por Trump. O espaço é estreito: a guerra já inclui ataques houthis contra petróleo e aeroportos sauditas e bombardeios da coalizão no Iêmen.
Washington reforçou sua postura sem confirmar um plano. O USS Theodore Roosevelt e navios anfíbios com fuzileiros foram enviados ao Golfo, acrescentando cerca de 9 mil militares. A presença naval regional pode superar 20 mil marinheiros e fuzileiros.
A política doméstica define o calendário. Trump sugere ação após o pleito enquanto promete fim rápido para a guerra de oito meses. O Pentágono estima custo de US$ 47,1 bilhões, e a alta dos combustíveis pesa sobre candidatos republicanos.
As advertências são preventivas, não confirmação de ataque iminente. Ainda assim, aumentam o risco de o Irã agir primeiro se julgar uma ofensiva inevitável. O desafio dos mediadores é impedir que a preparação militar se transforme em retorno automático à guerra total.



