Rússia

Putin apresenta acordo sobre a Ucrânia como pacto de segurança europeu

O presidente russo disse que novas negociações devem garantir segurança duradoura a Moscou, Kyiv e Europa, enquanto o território segue como obstáculo central.

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Vladimir Putin disse que futuras negociações sobre a Ucrânia devem tratar da segurança duradoura de Rússia, Ucrânia e Europa, não apenas produzir um cessar-fogo temporário.

A declaração veio após reunião com o enviado americano Steve Witkoff e um sinal de que Moscou aceita retomar conversas mediadas pelos EUA no mês seguinte.

Putin apresentou o objetivo como uma arquitetura de paz permanente, ampliando a pauta de uma pausa militar para toda a ordem de segurança europeia.

Volodymyr Zelenskyy encontrou Witkoff separadamente na Noruega e declarou que Kyiv aceita discutir trégua e fim dos ataques à infraestrutura energética.

A iniciativa americana perdera impulso em fevereiro, quando a guerra com o Irã absorveu a atenção diplomática e paralisou o canal russo-ucraniano.

O território continua como principal divisão: Moscou exige todo o Donbas, enquanto Kyiv rejeita ceder áreas que as forças russas não ocupam.

Putin voltou a citar referendos contestados após a invasão de 2022, posição recusada pela Ucrânia e pela maioria dos governos.

Os contatos reabrem um caminho para o diálogo, mas ainda não oferecem compromisso sobre as questões que definirão o avanço das negociações.