Europa

Itália diz que força naval europeia ainda é insuficiente no mar Vermelho

O ministro Guido Crosetto saudou novas contribuições europeias à Operação Aspides, mas disse que seis navios não bastam para proteger o tráfego pelo estreito de Bab el-Mandeb.

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O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, disse que as contribuições europeias à missão naval que protege o comércio no mar Vermelho continuam insuficientes. Roma pressiona parceiros a ampliar a presença em Bab el-Mandeb, rota que liga o comércio asiático à Europa por Suez.

Crosetto falou depois de se reunir em Roma com a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas. Saudou a decisão de países não identificados de fornecer novos recursos à Operação Aspides, mas disse que os compromissos ainda não formam uma força capaz de garantir proteção confiável.

A União Europeia lançou a Aspides em 2024 para defender navios comerciais contra ataques dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. Seu mandato é protetor, concentrado em escolta, vigilância e resposta a ameaças, e não em campanha ofensiva no território iemenita.

Diplomatas disseram que seis navios estavam mobilizados. Crosetto argumenta que são necessários mais de dez, pois as embarcações precisam patrulhar ampla área, alternar tripulações, fazer manutenção e estar disponíveis quando mercantes solicitam assistência.

Bab el-Mandeb tem apenas 29 quilômetros no ponto mais estreito, mas importância econômica mundial. Navios entre o Índico e o Mediterrâneo passam por ali para alcançar o mar Vermelho e Suez, tornando interrupções caras para fretes, seguros e energia.

A Itália pede repetidamente presença naval europeia maior enquanto o conflito regional se amplia. Crosetto disse em setembro que seus alertas haviam produzido algum movimento, mas a avaliação de outubro mostra que Roma ainda considera a resposta abaixo da necessidade operacional.

A disputa não é sobre proteger ou não a navegação, mas sobre como Estados dividem navios, pessoal e risco. Compromissos marítimos competem com outras prioridades de defesa, e novas promessas precisam tornar-se embarcações efetivamente disponíveis.

O alerta coloca a divisão de encargos no centro da segurança marítima. Seis navios conseguem escoltar e monitorar, mas deixam lacunas durante manutenção ou incidentes simultâneos. A eficácia da Aspides dependerá de contribuições duradouras e coordenação, não de um aumento isolado.