O grupo hacker ShinyHunters afirmou que dados retirados do FBI incluíam avaliações psiquiátricas e médicas sensíveis de funcionários. A alegação ampliou o alcance aparente de uma violação que o grupo havia dito anteriormente envolver informações de milhares de empregados da polícia federal.
As amostras divulgadas incluíam um eletrocardiograma, parte de uma avaliação psiquiátrica e material de um exame físico pré-emprego. Os documentos continham dados de saúde normalmente protegidos porque tratam de condições pessoais e avaliações ligadas ao trabalho federal.
A Reuters conferiu números de Seguro Social, datas de emprego e nomes de profissionais médicos presentes na amostra, e vários detalhes coincidiram com outras informações. Uma fonte também disse que um dos profissionais identificados examinava agentes do FBI no período refletido nos documentos.
As verificações deram apoio parcial à autenticidade da amostra, mas não provaram que todos os arquivos ou toda a alegação fossem genuínos. O ShinyHunters descreveu um acervo muito maior, medido em terabytes, cujo conteúdo completo e procedência não foram verificados de forma independente.
O FBI não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre a alegação dos registros médicos. Sem uma versão oficial, permaneceram questões essenciais sobre como os dados foram acessados, quantas pessoas foram afetadas e se o sistema comprometido havia sido contido.
Registros médicos e psiquiátricos criam riscos além do roubo de identidade porque podem revelar diagnósticos, tratamentos e avaliações de aptidão profissional. Sua exposição ameaça privacidade e segurança pessoal e pode fornecer material para coerção, fraude ou engenharia social direcionada.
O incidente combina uma afirmação cibercriminosa contestada com provas que ainda exigem autenticação. Os identificadores verificados dificultam descartar a amostra, mas a falta de análise forense completa obriga a qualificar a escala, a rota técnica e as consequências institucionais.



