A Casa Branca afirma que os Estados Unidos formarão uma nova empresa com a North American Blue Energy Partners para ampliar a produção de petróleo na Venezuela. A NABEP já é a segunda maior operadora do país, e a administração apresenta a parceria como veículo para criar uma companhia energética muito maior.
O Pentágono receberia participação de 35% na nova empresa. O Departamento de Estado obteria separadamente o direito garantido de comprar 20% da produção a preço de custo, dando a duas instituições federais formas diretas, porém distintas, de participação na estrutura comercial.
A NABEP, de Alejandro Betancourt, comprometeu-se a investir US$ 100 bilhões em nova infraestrutura petrolífera. A promessa concentra o principal ônus financeiro do plano e sustenta a alegação da Casa Branca de que o acordo não imporia custo ao governo americano.
O controle federal iria além das ações do Pentágono. O governo teria poder de veto sobre nomeações para o conselho, a maioria dos diretores deveria ser americana e a companhia contrataria auditores, advogados e consultores reputados sob acordos regidos pelas leis e pelos tribunais dos Estados Unidos.
A nova empresa receberia direitos de cem anos sobre 17 campos venezuelanos com cerca de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas. A Casa Branca afirmou que muitas propriedades antes eram controladas por empresas russas ou chinesas, acrescentando uma dimensão geopolítica à transferência operacional.
O plano integra o esforço de Donald Trump para aumentar a produção e extrair mais energia da Venezuela. Ele surge nove meses após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro sob acusações federais de narcoterrorismo e tráfico de drogas, ruptura política que transformou as condições para empresas estrangeiras.
A escala das reservas e do investimento não elimina a incerteza jurídica e política. Ex-assessores de energia do governo americano alertaram que futuras administrações em Washington ou Caracas podem contestar o acordo, deixando os direitos centenários dependentes da duração de um arranjo bilateral altamente incomum.



