A China removeu Zhang Youxia e Liu Zhenli da Comissão Militar Central estatal após investigações sobre suspeitas de violações graves da disciplina e da lei. A ação retira formalmente dois dos oficiais de maior patente de seus postos no comando militar supremo do Estado.
A saída deixa apenas dois membros ativos, incluindo Xi Jinping, em uma comissão que antes tinha sete. A contração concentra autoridade no órgão que dirige as Forças Armadas e torna especialmente relevantes as vagas criadas pelo expurgo em andamento.
Zhang era vice-presidente da comissão, número dois de Xi na hierarquia militar e membro do Politburo do Partido Comunista. Liu integrava a comissão e chefiava o Departamento de Estado-Maior Conjunto, colocando ambos no centro das decisões estratégicas e operacionais.
As Forças Armadas são alvo central da campanha anticorrupção ordenada por Xi em 2012. Desde então, dezenas de altos dirigentes e generais foram investigados ou afastados, e no mês passado Xi instruiu líderes do Partido a aprofundar a campanha dentro do setor militar.
A China mantém comissões militares paralelas do Estado e do Partido Comunista que funcionam como uma instituição. A decisão anunciada pelo Comitê Permanente da Assembleia Nacional alcança os cargos estatais de Zhang e Liu; eles ainda não foram retirados formal ou publicamente da comissão partidária.
Os dois generais também perderam seus assentos parlamentares ao lado de outros dez deputados. A lista incluiu o ex-diretor do gabinete da comissão Zhong Shaojun, o ex-comandante da Força de Apoio Estratégico Ju Qiansheng e o ex-prefeito de Nanchang Gao Shiwen, ligado antes ao grupo aeroespacial estatal.
A campanha de pessoal alcança outras instituições políticas. O principal órgão consultivo removeu separadamente Zhao Zongqi, ex-comandante do Teatro Ocidental durante os confrontos fronteiriços com a Índia em 2020, ressaltando a amplitude da revisão sobre figuras ligadas à cúpula militar.



