O presidente francês Emmanuel Macron prometeu acelerar a entrega de mísseis interceptadores e outros equipamentos de defesa à Ucrânia após falar com Volodymyr Zelensky. O compromisso ocorre enquanto os ataques balísticos russos aumentam e as mortes de civis atingem o maior nível desde os primeiros meses da invasão.
A França atua por meio de uma Coalizão Antimísseis de 10 países que desenvolve um sistema antibalístico europeu mais barato que o Patriot americano. Paris também pretende antecipar a implantação do SAMP/T e licenciar a Ucrânia para fabricar interceptadores, mísseis de cruzeiro SCALP de longo alcance e outras munições.
Zelensky afirmou que os líderes concordaram em acelerar a chegada dos equipamentos e mísseis franceses mais recentes. Macron apresentou a defesa aérea como necessidade imediata, pois armas balísticas alcançam os alvos em minutos e deixam pouco tempo para civis entrarem em abrigos.
Macron expressou horror com o ataque a um shopping center em Kryvyi Rih que matou 16 pessoas. Outro míssil russo matou duas perto de Kyiv durante a visita do chanceler alemão Johann Wadephul, enquanto ataques em Odesa e Zaporizhzhia feriram civis e danificaram casas e silos de grãos.
A Ucrânia continuou sua campanha contra alvos russos e áreas controladas por Moscou. Drones mataram pelo menos 10 pessoas e atingiram um depósito da Ozon, uma instalação industrial, um ônibus na Crimeia e locais na região ocupada de Luhansk, ampliando a ofensiva contra infraestrutura econômica ligada à guerra russa.
Vladimir Putin advertiu que os ataques a alvos econômicos russos abriram um novo ciclo de retaliação contra os setores mais sensíveis da Ucrânia. A diplomacia permanece paralisada enquanto Washington se concentra na guerra com o Irã, deixando aos europeus uma carga maior em defesa aérea e pressão política.
França e Reino Unido reunirão a Coalizão dos Dispostos para avaliar medidas mais fortes contra Moscou. O encontro liga entregas de interceptadores, capacidade produtiva europeia e pressão sobre a Rússia numa resposta a uma guerra aérea cada vez mais rápida, letal e difícil de suportar para os civis.



