A política fiscal dos Estados Unidos deu uma pequena contribuição negativa ao crescimento no segundo trimestre de 2026. A medida de impacto fiscal traduziu mudanças em impostos e gastos em seus efeitos sobre a demanda agregada e o crescimento real do PIB.
O número principal foi uma subtração de 0,2 ponto percentual do crescimento do PIB, enquanto o PIB real aumentou a uma taxa anualizada de 1,5% no trimestre. O resultado aponta para uma postura fiscal que não foi fortemente contracionista, mas já não claramente favorável.
O peso veio sobretudo das compras públicas. O gasto federal real em bens e serviços subtraiu 0,4 ponto percentual, e o gasto estadual e local retirou 0,1 ponto percentual do crescimento.
Outros fatores foram na direção oposta. Impostos subjacentes, cortes tributários da One Big Beautiful Bill Act, transferências, tarifas e efeitos de oferta acrescentaram cerca de 0,3 ponto percentual.
A perspectiva de curto prazo é moderadamente restritiva no restante de 2026 e mais restritiva em 2027 se as compras governamentais seguirem fracas e o apoio anterior do lado da oferta se tornar negativo. A medida acompanha efeitos fiscais diretos, não multiplicadores fiscais.



