Pelo menos outros 132 ganeses retornaram da África do Sul após fugir de distúrbios xenófobos. A chegada faz parte de um plano governamental para repatriar 1.000 cidadãos.
O chanceler Samuel Okudzeto Ablakwa disse que outras 84 pessoas eram esperadas até o fim de 28 de julho. Gana trabalha com autoridades sul-africanas para organizar uma retirada descrita como ordeira, digna e segura.
O governo ganês recebeu o corpo de um cidadão morto nos ataques recentes. Também negocia com autoridades sul-africanas a repatriação de um segundo nacional falecido.
Acra solicitou formalmente à presidência da Comissão da União Africana que coloque os ataques xenófobos contra cidadãos africanos na África do Sul na agenda da organização como preocupação urgente.
Ablakwa afirmou que o pedido não pretende isolar a África do Sul. Gana busca resposta coletiva a uma violência que prejudica direitos, dignidade e segurança dos africanos e ameaça a agenda de integração continental.
O governo continuará trabalhando por meio da União Africana por uma abordagem coordenada. Suas prioridades declaradas são responsabilização, proteção de migrantes africanos e prevenção de novos episódios de violência xenófoba.



