O Paquistão continua os esforços para levar Estados Unidos e Irã de volta ao Memorando de Entendimento de Islamabad enquanto as negociações se concentram na desescalada e no Estreito de Ormuz. A iniciativa coloca Islamabad em papel ativo de mediação.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tahir Hussain Andrabi, afirmou que as conversas prosseguem para normalizar a situação, com segurança e navegação em torno de Ormuz como parte central da agenda.
O Paquistão quer que as partes retornem ao memorando para resolver obstáculos dentro desse marco. Islamabad também vinculou o processo à declaração conjunta Paquistão-Qatar, sinalizando uma frente diplomática coordenada, e não apenas bilateral.
A chancelaria descreveu a segurança do Golfo como precária apesar da calma relativa recente. A pausa nos ataques é tratada como abertura para negociar, mas não como prova de que os riscos militares e marítimos terminaram.
O Paquistão recebeu bem os esforços para preservar o fim das hostilidades e retomar o diálogo direto. Sua posição é que a negociação continua sendo a única rota viável para reduzir o risco de novos ataques e estabilizar uma passagem central para energia e comércio.
Islamabad prometeu continuar promovendo paz e estabilidade, mas não anunciou prazo ou resultado específico. O teste imediato é converter a pausa em retorno ao memorando antes que outro incidente militar interrompa as conversas.



