Europa

China e Eslováquia buscam parceria estratégica em IA, energia e comércio

Xi Jinping e Peter Pellegrini traçaram uma relação bilateral mais ampla baseada em investimento, tecnologias emergentes, intercâmbio social e no papel eslovaco no diálogo China-UE.

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O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente eslovaco, Peter Pellegrini, concordaram em Pequim em trabalhar por uma parceria estratégica baseada em respeito mútuo, igualdade, benefício prático e resiliência de longo prazo. As conversas ocorreram durante a visita de Estado de Pellegrini, acompanhada por cerimônia oficial de boas-vindas e banquete.

Xi disse que o respeito ao caminho de desenvolvimento de cada país e o compromisso duradouro com a cooperação sustentaram o rápido crescimento dos vínculos bilaterais. Ele elogiou a adesão da Eslováquia ao princípio de uma só China e pediu que os dois governos acomodem os interesses centrais e as principais preocupações um do outro.

A cooperação econômica foi direcionada a indústrias emergentes e tecnologias de fronteira. Xi identificou energia limpa, economia digital, robótica e inteligência artificial como campos com espaço para novos projetos conjuntos e uma relação comercial mais ampla.

Pellegrini afirmou que a Eslováquia quer mais resultados em comércio, investimento, IA, atividade digital, robótica e novas energias. Ele convidou mais empresas chinesas a investir no país, dando uma dimensão empresarial e industrial concreta à parceria proposta.

Os líderes também apoiaram intercâmbios mais amplos em cultura, esporte, turismo, programas juvenis e cooperação entre governos locais. Xi pediu viagens mais fáceis entre os dois países, ligando as relações oficiais a um movimento mais regular de cidadãos e instituições.

A China colocou o papel da Eslováquia na União Europeia no centro da agenda diplomática. Xi descreveu a UE como parceira e pediu que Bratislava contribua de modo construtivo para relações estáveis entre China e UE, enquanto Pellegrini defendeu tratar diferenças por diálogo e consulta.

Os dois presidentes apoiaram o multilateralismo, o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional. Também favoreceram maior coordenação na governança global da inteligência artificial, levando a agenda tecnológica além do investimento e das aplicações industriais.

A reunião uniu prioridades econômicas bilaterais a um marco europeu e multilateral mais amplo. Os avanços dependerão de os governos converterem a parceria em decisões de investimento, acordos setoriais, maior mobilidade e coordenação sustentada entre China e União Europeia.