A Índia contestou formalmente projetos chineses em territórios de Jammu e Caxemira e Ladakh que Nova Délhi reivindica. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Randhir Jaiswal, apresentou a questão como violação da soberania indiana.
Jaiswal afirmou que a Índia não viola a soberania chinesa e mantém uma posição coerente. Ele disse que a China ocupa território indiano nessas áreas desde 1963 e que, por isso, Nova Délhi se opõe aos projetos realizados ali.
As declarações vieram após uma reunião entre o chanceler indiano S. Jaishankar e o chinês Wang Yi à margem de uma cúpula da ASEAN em Manila. A sequência colocou uma disputa territorial persistente ao lado do esforço diplomático para estabilizar os vínculos.
Wang afirmou que encontros entre Xi Jinping e Narendra Modi em Kazan e Tianjin haviam orientado a relação de volta à melhora e ao desenvolvimento. Ele descreveu os países como parceiros, não concorrentes, e como oportunidades, não ameaças.
A avaliação chinesa destacou a retomada dos intercâmbios institucionais, a calma nas áreas fronteiriças e um novo recorde no comércio bilateral. Wang disse que esses ganhos foram difíceis de alcançar e devem ser preservados.
Ele também propôs contatos de alto nível mais próximos e cooperação ampliada em comércio, mídia e intercâmbio entre pessoas. Questões sensíveis deveriam ser administradas de forma adequada enquanto os vizinhos buscam convivência baseada em respeito, confiança e desenvolvimento comum.
A objeção indiana mostra que a recuperação diplomática não retira a questão territorial da relação. Cooperação e gestão da disputa avançam em paralelo, exigindo que os governos protejam a aproximação recente enquanto mantêm posições incompatíveis sobre as áreas contestadas.



