A Tanzânia listou seu primeiro título offshore denominado em xelins tanzanianos na Bolsa de Londres, marcando um novo passo no esforço do país para ampliar o acesso a capital internacional enquanto mantém o financiamento vinculado à sua moeda local.
O título tem valor de 100 milhões de dólares, equivalente a cerca de 262,5 bilhões de xelins tanzanianos. Ele foi emitido pela Corporação Financeira Internacional e direcionado ao NMB Bank Plc, banco comercial da Tanzânia, para empréstimos a pequenas e médias empresas.
A estrutura de financiamento coloca o crédito a PMEs no centro da operação. O NMB Bank deverá usar os recursos para ampliar empréstimos de longo prazo, oferecendo às empresas menores uma base maior de capital para investimento, necessidades operacionais e ganhos de produtividade.
Uma parcela específica dos recursos foi reservada para empresas pertencentes a mulheres. De acordo com o plano financeiro, 20% do título, o equivalente a cerca de 20 milhões de dólares ou 52,5 bilhões de xelins tanzanianos, será destinado a esse segmento.
O ministro das Finanças, Khamis Mussa Omar, apresentou a listagem como um sinal de crescente confiança internacional na economia da Tanzânia. Ele também vinculou a transação ao esforço do país para diversificar canais de financiamento sob a agenda Visão Nacional de Desenvolvimento 2050.
O ministro afirmou que o título fortalece o perfil de crédito da Tanzânia e pode melhorar o acesso a financiamento mais acessível. Nesse contexto, a listagem em Londres não é apenas um evento de mercado de capitais, mas parte de uma tentativa mais ampla de aprofundar as opções de financiamento ao desenvolvimento.
A diretora-executiva do NMB, Ruth Zaipuna, disse que os recursos apoiarão empréstimos de longo prazo a PMEs e ajudarão a acelerar o crescimento do setor privado, a criação de empregos e a produtividade. A ênfase coloca o banco comercial dentro de um objetivo de desenvolvimento mais amplo, em vez de tratar o título como um instrumento puramente financeiro.
Jorge Familiar, vice-presidente e tesoureiro do Grupo Banco Mundial, disse que o investimento deve criar entre 13.000 e 20.000 empregos. Ele também afirmou que a operação pode ampliar oportunidades para investidores internacionais se envolverem com empresas tanzanianas por meio de um canal vinculado à moeda local.



