Oceania

Exército australiano amplia frota descentralizada de drones

O Exército australiano opera alguns milhares de drones de cerca de 20 tipos leves, combinando programas centrais, compras pelas unidades e um quadricóptero nacional criado após a proibição de sistemas DJI.

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O Exército australiano prepara-se para ampliar o uso operacional de aeronaves não tripuladas após formar uma frota de alguns milhares. Fabricantes australianos e estrangeiros exibiram sistemas na Land Forces 2026, realizada em Perth de 6 a 8 de outubro, diante da demanda crescente.

O brigadeiro James Davis, diretor-geral de Sistemas e Integração do Exército, disse que não havia um número único exato. Unidades podem adquirir alguns sistemas diretamente, criando um inventário descentralizado que muda com entradas, perdas e substituições.

Muitas plataformas são tratadas como consumíveis, e não como ativos permanentes. A abordagem aceita que aeronaves baratas tenham vida operacional curta, tornando reposição, estoques de treinamento e compras rápidas tão importantes quanto a quantidade disponível.

A frota reúne cerca de 20 tipos dos grupos 1 e 2 abaixo de 25 quilogramas. No maior porte está o Insitu Integrator, enquanto plataformas menores oferecem opções variadas para vigilância, reconhecimento e treinamento geral.

O Projeto DEF129 introduziu o Sypaq Corvo X de asa fixa e 1,4 quilograma, com entregas concluídas no início de 2026. O Exército também opera o Quantum Systems Vector AI 2-in-1 e o Elbit Systems Skylark I-LEX.

Na menor escala, algumas centenas de nanodrones Teledyne FLIR Black Hornet estão em circulação. Sua presença ao lado de aeronaves maiores mostra uma frota em camadas, com tamanhos e autonomias destinados a unidades e tarefas diferentes.

Quadricópteros adquiridos pelo Advanced Strategic Capability Accelerator acrescentam componente industrial nacional. A Austrália deixou de permitir drones DJI na defesa por volta de 2023 por segurança e pediu à indústria local uma plataforma equivalente para funções como treinamento.

A expansão, portanto, não se resume à compra de um modelo padrão. O esquema combina equipamentos diversos, aquisição descentralizada e desgaste previsto, priorizando fornecimento seguro, produção nacional e treinamento para um inventário em rápida mudança.