América Latina

Bahamas acusam agentes não autorizados da DEA de operar ilegalmente em seu território

O embaixador Wendall Jones disse que Nassau reclamou ao Departamento de Justiça sobre operações sem consentimento do governo ou da polícia, e Washington prometeu investigar.

Audio Dispatch

Ouvir este artigo

Pronto para ouvir

As Bahamas acusaram integrantes não autorizados da agência antidrogas dos Estados Unidos de operar ilegalmente em seu território e levaram formalmente o tema ao governo Trump. O embaixador Wendall Jones disse que autoridades bahamenses apresentaram a queixa ao Departamento de Justiça em Washington.

Jones descreveu a reclamação como questão de soberania e tratados. Afirmou que agentes da DEA só podem atuar no arquipélago com permissão do governo ou da Polícia Real das Bahamas, chamando de renegados aqueles que trabalharam fora desse marco.

O embaixador não estimou quantas pessoas poderiam ter agido sem autorização, mas disse que a prática alegada ocorreu durante muitos anos. Acrescentou que autoridades americanas prometeram à delegação bahamense investigar a denúncia.

As Bahamas autorizam sete agentes da DEA no país, situado a cerca de 80 quilômetros de Miami e ligado estreitamente a Washington em segurança. A disputa, portanto, ameaça uma parceria policial consolidada contra o narcotráfico regional.

Um porta-voz da DEA disse que seus funcionários atuam sob a autoridade e supervisão do chefe da missão americana, responsável pelas investigações dos Estados Unidos nas Bahamas. Os departamentos de Estado e Justiça não divulgaram respostas públicas separadas.

O embaixador americano Herschel Walker rejeitou a acusação depois que o jornal Tribune revelou a queixa. As versões opostas deixam sem solução se determinadas atividades secretas respeitaram o consentimento e a coordenação exigidos pelos acordos bilaterais.

A controvérsia ocorre enquanto promotores americanos processam mais de meia dúzia de bahamenses, incluindo altos membros policiais e militares, por uma suposta rota de cocaína da América do Sul aos Estados Unidos. Jones disse que essas acusações não motivaram a reclamação.