O chanceler sírio Asaad al-Shaibani disse que a porta para a diplomacia com Israel continua aberta e chamou o momento de oportunidade histórica. Ele espera retomar em breve negociações de segurança suspensas, embora não haja data.
As conversas mediadas pelos Estados Unidos congelaram no início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Damasco exige primeiro fim dos ataques, medidas de confiança e retirada de território sírio tomado após a queda de Bashar al-Assad em 2024.
A Síria diz que discussões anteriores resolveram quase tudo no papel, incluindo fim dos ataques, zonas de segurança e níveis distintos de mobilização síria ao redor de uma faixa monitorada apenas pela ONU. Acusa Israel de evitar a implementação.
Um ataque israelense à base de Abu al-Duhur na semana passada, motivado por suposta presença turca negada por Damasco e Ancara, expôs a fragilidade do canal. A Síria considera o contato útil somente se produzir resultados concretos.
Os dois Estados estão tecnicamente em guerra desde 1948, e Israel controla as Colinas de Golã ocupadas desde 1967. Damasco prioriza interromper a agressão antes que um processo amplo trate do Golã e da duração de qualquer acordo.



