Ásia

Lacuna de inovação do Sudeste Asiático virou problema de eficiência

Cinco economias do Sudeste Asiático ampliaram planos de inovação, mas rankings e índices de eficiência mostram lacuna persistente entre insumos e resultados úteis.

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O crescimento liderado por inovação torna-se uma necessidade estrutural para Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã. A industrialização tradicional baseada em exportações enfrenta retornos decrescentes, enquanto atividades digitais e intensivas em conhecimento determinam cada vez mais a captura de valor.

O quadro regional continua dividido em dois níveis. Singapura ficou em quinto lugar no Global Innovation Index de 2025, enquanto Malásia ficou em 34º, Vietnã em 44º, Tailândia em 45º e Indonésia em 55º. A alta do Vietnã desde a 71ª posição em 2014 foi a maior melhora do grupo.

Cada país tem planos voltados a ciência, tecnologia, digitalização, inteligência artificial ou manufatura avançada. A questão não é tanto a falta de ambição, mas a dificuldade de converter planos e insumos em resultados comercializáveis.

As áreas mais fracas estão em sofisticação empresarial, vínculos de inovação e trabalhadores do conhecimento. Esses indicadores medem se empresas colaboram com universidades, constroem clusters, financiam pesquisa e absorvem tecnologia externa.

O índice de eficiência da inovação mostra por que rankings agregados não bastam. Exceto por Singapura, o índice caiu no grupo, e todos permaneceram abaixo de um em 2025, sinal de que os ecossistemas ainda não convertem insumos em resultados no nível necessário.