América Latina

Sheinbaum rejeita pressão eleitoral dos EUA sobre ajuda mexicana a Cuba

A presidente mexicana disse que a cooperação com Washington continuará sem subordinação e que os envios humanitários a Cuba permanecerão política soberana apesar das críticas de um congressista americano.

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A presidente mexicana Claudia Sheinbaum pediu que políticos dos Estados Unidos parem de usar o México como tema de campanha antes das eleições legislativas de novembro. Ela disse que os candidatos americanos deveriam tratar de seus próprios problemas internos, sem transformar o México em alvo político.

A declaração respondeu ao deputado republicano Carlos Gimenez. Ele acusou o governo Sheinbaum de enfraquecer a política de pressão máxima da administração americana contra Cuba.

A disputa começou após o anúncio mexicano de uma nova remessa de ajuda humanitária à ilha caribenha. Gimenez vinculou a decisão à estratégia de Washington diante do governo cubano.

Sheinbaum afirmou que México e Estados Unidos cooperam sob o princípio de colaboração sem subordinação. A fórmula preserva o trabalho bilateral, mas rejeita que a política mexicana seja definida por exigências eleitorais americanas.

A presidente disse que o México manterá sua posição histórica em relação a Cuba e continuará a assistência por soberania e compromisso humanitário. A resposta situa a decisão na política externa independente mexicana, e não no ciclo eleitoral dos Estados Unidos.