O Conselho Ministerial de Segurança Nacional do Iraque aprovou um plano amplo para reforçar a autoridade estatal após ataques coordenados dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra posições das Forças de Mobilização Popular em várias províncias. Pelo menos 20 integrantes morreram e 32 ficaram feridos.
A reunião de emergência foi presidida pelo primeiro-ministro Ali al-Zaidi. O conselho condenou os ataques, ocorridos enquanto Bagdá dialogava com as partes para examinar preocupações norte-americanas e sauditas sobre ações contra o território saudita.
O Ministério das Relações Exteriores recebeu ordem para documentar o incidente e defender os direitos iraquianos por meio do direito internacional e da Carta da ONU. A decisão combina resposta diplomática e medidas de segurança sem deixar a retaliação às facções armadas.
O conselho declarou que responder a ataques em território iraquiano é responsabilidade exclusiva do governo e das instituições constitucionais. Também pediu que todas as partes evitem nova escalada e reafirmou a meta de manter o país fora dos conflitos regionais.
O controle estatal das armas é parte central do plano. O conselho repetiu que o armamento deve permanecer exclusivamente sob autoridade iraquiana, exigência que afeta a relação entre instituições formais e as diversas facções reunidas nas PMF.
O Iraque manteve o cronograma do acordo que rege a retirada da coalizão internacional liderada pelos EUA até o fim de setembro. Ataques estrangeiros e a saída prevista pressionam Bagdá a administrar a segurança sem se tornar campo de disputa de potências regionais.
O Comando Central dos EUA afirmou que forças norte-americanas e sauditas fizeram ataques de precisão contra grupos alinhados ao Irã após drones atingirem forças dos EUA e infraestrutura energética saudita. As PMF são apoiadas pelo Estado e foram integradas às forças armadas após a campanha contra o Estado Islâmico, transformando o episódio em teste direto de soberania e comando.



