Rússia

Putin afirma que a pressão ocidental segue um padrão recorrente contra a Rússia

Vladimir Putin afirmou que os governos ocidentais primeiro criam ameaças contra a Rússia, depois obrigam Moscou a reagir e, por fim, usam essa resposta para justificar novas pressões, vinculando o argumento à defesa de uma segurança igualitária e de uma ordem mundial multipolar.

Audio Dispatch

Ouvir este artigo

Pronto para ouvir

O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu o que apresentou como uma estratégia ocidental recorrente em relação à Rússia durante um encontro com formandos de instituições de ensino militar superior.

Putin afirmou que os países ocidentais primeiro criam ameaças contra a Rússia e a obrigam a adotar medidas de autodefesa e proteção. Segundo ele, essas mesmas medidas são depois apresentadas como prova de uma conduta indevida de Moscou.

Em sua argumentação, essa sequência permite aos governos ocidentais justificar a continuidade de políticas e ações que classificou como agressivas contra a Rússia. A declaração apresentou as respostas russas como medidas de autodefesa e proteção.

Putin disse que esse padrão é conhecido pela liderança russa e o vinculou às narrativas históricas em torno da invasão alemã da União Soviética em 22 de junho de 1941. Ele alegou que, posteriormente, houve tentativas de retratar a União Soviética e Josef Stalin como agressores.

O presidente russo acrescentou que versões dessa interpretação ainda circulam no que chamou de meios pseudocientíficos. Suas declarações inseriram a atual disputa com os países ocidentais em um argumento histórico mais amplo sobre responsabilidade, percepção de ameaças e justificação política.

Putin concluiu reiterando o apoio da Rússia a uma segurança igualitária e indivisível para todos os países. Ele afirmou que esse objetivo só poderia ser alcançado por meio da formação de uma ordem mundial multipolar.